sábado, 1 de janeiro de 2011

A mais Veloz 250cc: Kasinski Comet (naked e GTR)





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Imagens
A Kasinski Comet 250cc provou ser a mais veloz entre as motos brasileiras desta cilindrada, atingindo 175 Km/h !
A tecnologia da Kasinski é derivada da Hyosung, a qual, por sua vez, é derivada da Suzuki. Por isso, a Comet usa um quadro que vem do mesmo projeto da "Suzuki GS 500 E".
Pudemos realizar mais este moto teste com a especial colaboração da Auto Sul Veículos, revenda Kasinski de Porto Alegre, representada pelo seu Diretor, Giovani Nicola, ao qual agradecemos muito.
Pudemos realizar mais este moto teste com a especial colaboração da Auto Sul Veículos, revenda Kasinski de Porto Alegre, representada pelo seu Diretor, Giovani Nicola, ao qual agradecemos muito.


A Comet é um "naked" de aspecto grande para uma moto de 250cc.
A Comet é um "naked" de aspecto grande para uma moto de 250cc.


Na Auto Sul, revenda Kasinski de Porto Alegre, retiramos a Comet, mas não haviam muitas para venda. Há mais procura do que oferta.
Na Auto Sul, revenda Kasinski de Porto Alegre, retiramos a Comet, mas não haviam muitas para venda. Há mais procura do que oferta.


A rabeta da Cometa é bem afilada e o banco é individualizado para o piloto e garupa, em desnível. Lembra muito uma esportiva.
A rabeta da Cometa é bem afilada e o banco é individualizado para o piloto e garupa, em desnível. Lembra muito uma esportiva.


Existe uma versão esportiva da Comet, a GTR, mas existe fila de espera para esta moto. É possível que ela alcance até 190 Km/h ! Para uma 250cc? É demais !
Existe uma versão esportiva da Comet, a GTR, mas existe fila de espera para esta moto. É possível que ela alcance até 190 Km/h ! Para uma 250cc? É demais !


Na versão GTR, o painel apresenta conta-giros analógico acompanhado de um display para exibição das demais funções. A Comet "naked" também poderia contar com este mesmo painel.
Na versão GTR, o painel apresenta conta-giros analógico acompanhado de um display para exibição das demais funções. A Comet "naked" também poderia contar com este mesmo painel.


A Kasinski é uma criação de Abraham Kasinski, uma das maiores personalidades do mundo empresarial brasileiro, que também é motociclista. De verdade!
A Kasinski é uma criação de Abraham Kasinski, uma das maiores personalidades do mundo empresarial brasileiro, que também é motociclista. De verdade!


A Comet é equipada com um motor de duplo cilindro dispostos em "V", DOHC com 8 válvulas.
A Comet é equipada com um motor de duplo cilindro dispostos em "V", DOHC com 8 válvulas.

On the Web
By Gisele Flores, Jaime Nazário, Clique no nome de um dos autores ao lado para comentar.

Domingo, 27 Abril 2008

Com a colaboração da Auto Sul Veículos, revenda Kasinski de Porto Alegre, representada pelo seu Diretor, Giovani Nicola, tivemos acesso a uma Comet 250 para mais um moto teste. A Auto Sul faz parte de uma grande rede de revendas autorizadas que se espalha por todos os estados do Brasil.

Não tínhamos informações prévias sobre a Comet, até para não criarmos pré-avaliações, e, logo que a vimos, supreeendeu-nos seu porte, motor e estilo.

"Alma" de 500cc

Desconsiderando-se a sua cilindrada, 250cc, a Comet parece um moto de médio porte, e não é para menos. Com um olhar um pouco mais aprofundado se vê que seu quadro é igual ao de uma moto mediana já conhecida, a "Suzuki GS500 E", e está semelhança não é mera coincidência.

A Kasinski Comet tem toda a sua tecnologia derivada da fabricante coreana Hyosung. A Hyosung foi fundada em 1978 e, por sua vez, já no ano seguinte firmou um acordo de cooperação tecnológica com a Suzuki do Japão, daí decorre a impressão de já se conhecer a Comet. O quadro dela é realmente a cópia do de uma "Suzuki GS500 E", ou seja, ela tem corpo de moto mediana, com um “coração”, quer dizer, motor, de moto pequena.

"V-Twin" de 250cc

E a surpresa quanto ao motor se deve ao seu número de cilindros. Normalmente, uma moto de cilindrada menor tem um motor com apenas um cilindro, mas a Comet é equipada com um “V-Twin”, um motor de dois cilindros dispostos em “V”.
No que se refere ao estilo, a Comet é uma moto direcionada para o uso urbano. De motor aparente, considerando ter um médio porte, poderíamos dizer que ela é uma “naked”, mas de frente e, de lado, até sua metade dianteira somente, porque com bancos individualizados para piloto e garupa, em desnível, e rabeta afilada, ela até lembra uma esportiva.

Percebe-se que vários diferentes elementos que agradam aos consumidores procuraram ser agregados em uma única moto. A Comet é uma moto para uso urbano de custo acessível, mas não é uma moto para ser usada em tele-entregas, via de regra.

Para ser acessível ela vem equipada com um motor de 250cc, mas não é um motor qualquer, é um DOHC de 8 válvulas que gera 32,5 CV, quase 9 CV mais que sua concorrente direta, o quê não é nada pouco, acima de 35% mais potente. Na cidade, todo este ganho não se percebe muito, porque a moto não é tão pequena, leve e manobrável quanto outras concorrentes e seu motor só começa a dar boas respostas a partir dos 7.500 RPM, ou seja, é necessário cuidar para manter o “motor cheio”, perto ou pouco acima destes 7.500 RPM, que é o momento de torque máximo, para poder se ter boas retomadas. Desta forma, o motor se apresentará “macio”, responsivo, elevando-se progressivamente sem muita vibração.

Ela não aparenta ser pequena, seu quadro de 500cc, tanque de 17 litros bem largo e rabeta esportiva lhe conferem porte e estilo de moto média para grande. O quê é complementado por um conjunto de pneus maiores tanto na dianteira (110/70-17) quanto na traseira (150/70), que proporcionam adequado dimensionamento de aderência, estabilidade e capacidade de entrada de curva (turn in).

A mais Veloz 250cc do Brasil !

Tudo isto se reflete na ciclística da moto, que sendo mais comprida, mais larga, mais alta e mais pesada do que outras de mesma cilindrada, acaba por exigir uma tocada apropriada, principalmente em curvas, quando se pode pendular muito bem, tal qual numa moto maior, mesmo não recebendo tanto impulso do motor quanto se desejaria, mas bem mais do que seria esperado. E se recebe bem mais do que o esperado mesmo. A Comet chega com facilidade e muita rapidez aos 100Km/h. Na estrada, sua velocidade de cruzeiro fica em torno de 120 até 140 Km/h, o quê já estaria quase no limite de outras 250cc. Sua velocidade final máxima? Alcançamos, no plano e com pouco vento de frente, por velocímetro, 175 Km/h! É a 250cc mais veloz do Brasil!

A suspensão dianteira telescópica invertida e a traseira com balança, garantem boa estabilidade. Forçamos a moto com curvas agressivas, mergulhos dianteiros e derrapagens de traseira forçadas e ela sempre se comportou muito bem. Na verdade, sobra moto para o motor.

Cabe lembrar que estamos falando de uma moto direcionada para uso urbano, que não é carenada e cuja postura de pilotar é mais ereta e o guidão é mais alto e elevado, tudo criando mais arrasto e diminuindo a velocidade máxima alcançável. Existe uma versão esportiva da Comet, que é a GTR, cuja carenagem é muito bonita, proporcionado melhor aerodinâmica, que é apoiada numa postura de pilotar mais esportiva (carenada). Infelizmente, segundo o Diretor da Auto Sul, Giovani Nicola, esta moto não pára na loja e, portanto, não tivemos com testar uma, mas, considerando as devidas proporções, é possível imaginar que esta moto possa alcançar uns 190 Km/h. Uma moto de 250cc, original de fábrica, alcançando 190 Km/h? Seria demais!

Mas, tudo tem um preço. Com maior porte, peso e potência, a Comet não é tão econômica. Utilizamos a moto por 15 dias e rodamos aproximadamente 1.500 quilômetros com ela. Rodamos na cidade, enfrentando tráfego urbano e na estrada, de dia e de noite, variando velocidades médias de viagem de 80Km/h a 100 Km/h. A melhor média de consumo na estrada foi de 25,1 Km/l. A pior média de consumo foi em uso urbano, caindo para 18,4 Km/l.

Em viagens longas, a adoção de um banco e uma rabeta mais esportivos deram um visual mais agressivo e bonito, mas comprometeram um pouco o conforto. Os bancos não são muito acolchoados e, com o passar do tempo, se sente que eles são duros. O banco para a garupa é muito alto, um poleiro, e também muito duro. A garupa fica numa posição tal qual ficaria numa superesportiva de 1000cc. Para consolo, há um porta objetos sob o banco da garupa que é acessado somente pela chave de ignição e que é muito prático para carregar alguns pertences com segurança.

Uma Grande 250cc

O que se deduz de tudo isto é que a Comet foi projetada para ser a moto para um público jovem que procura esportividade, mas não dispõe de muitos recursos e, nem por isso, deseja se sentir “diminuído” por usar uma moto pequena. A Comet é ágil e rápida e acompanha bem motos maiores em viagens, não ficando pra trás com tanta facilidade.

Para segurar esta máquina não há dificuldade, os freios são bem dimensionados, sendo à disco ventilado de 300mm com acionamento hidráulico na dianteira e freio à disco de 230mm na traseira. Curioso é que existe uma “espera” para instalação de um segundo disco na dianteira. Provavelmente, um legado do passado com 500cc.

O painel é completo e funcional, mas poderia ser mais moderno. Na versão GTR, o contagiro é analógico, mas acompanhado de um display que exibe as demais funções. Os comandos são bem acessíveis e o guidão bem ergonômico, considerando sua proposta original de uso.

O modelo Comet 250 tem preço público sugerido (sem frete) de R$ 14.266,00 e está disponível nas cores preto, vermelho, amarelo e azul.

Considerando o que se consegue nesta moto, sua relação de custo e benefício é extremamente atraente.

Por que a Comet não tem inúmeras unidades rodando por aí e é um tremendo sucesso de vendas? Aparentemente, não há oferta suficiente para a procura e um pouco mais de marketing para esta excelente moto ajudaria muito, pois ela é singular, uma grande 250cc.

Especificações Técnicas

Comprimento Total 2080
Largura Total 760
Altura Total 1120
Distância livre do solo 180
Tipo DOHC, 4 tempos, arrefecido a ar
Potência Máxima (cv @ rpm / KW @ rpm) 32,5 @ 10000 / 23,9 @ 10000
Torque Máximo (kgf.m @ rpm) / (Nm @ rpm) 2,16 @ 7500 / 21,2 @ 7500
Capacidade volumétrica (cilindrada) (cm3) 249
Carburador Mikuni BDS26(duplo)
Partida Elétrica
Embreagem Multi-discos banhados em óleo
Transmissão final Por corrente
Suspensão Dianteira Telescópica invertida (U.D.F)
Suspensão Traseira Balança, mono-choque, ajustável
Freio Dianteiro Disco ventilado (300 mm), acionamento hidráulico
Freio Traseiro Disco ventilado (230 mm), acionamento hidráulico
Pneu Dianteiro 110/70-17 M/C 54 H
Pneu Traseiro 150/70-17 M/C 69 H
Rodas liga leve, Aro 17
Tanque de Combustível, incluindo reserva (litros) 17
Peso em ordem de marcha (kg) 170

A Kasinsky e seu Fundador

Todos os esforços da Kasinski estão concentrados na produção, marketing e comercialização de produtos de pequena e média potência, voltados especialmente para o público que tem a motocicleta como seu veículo de transporte.

Completa o conglomerado do grupo o Consórcio Nacional Kasinski, que tem como objetivo apoiar o faturamento da fábrica através da venda de cotas de consórcio.

A história da Kasinki é um capítulo atual da vida de seu fundador, Abraham Kasinsky, nascido em 11 de julho de 1917. Kasinski sempre se dedicou a empreendimentos de sucesso. Em 1951, fundou a Cofap, empresa 100% nacional de capital aberto que fabricava e comercializava componentes de alto conteúdo para o mercado automotivo.

Em 1997, aos 80 anos, Abraham Kasinsky vendeu a Cofap com 14 fábricas e um faturamento de mais de US$ 500 milhões, e partiu para um novo empreendimento: a Kasinski Fabricadora de Veículos, inaugurada em 1999 e que atua no ramo de veículos de duas e três rodas, como motocicletas, motonetas, ciclomotores e utilitários de pequeno porte.

Reconhecido no mercado como grande empresário, Abraham Kasinsky foi premiado inúmeras vezes. Entre os títulos mais recentes está o Prêmio Duas Rodas 2003, que ganhou nas categorias Empresário do Ano e Melhor Campanha Publicitária (filme em que ele próprio andava em um globo da morte com uma moto Kasinski). Em 2002, a revista Isto É Dinheiro concedeu-lhe o Prêmio Empreendedor do Ano.

Fotos: Gisele Flores, Jaime Nazário e Divulgação


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